Riqueza de contraditório
Falo com M.J., dos seus oitenta e muitos anos de idade. Ela mostra-me as suas coisas antigas, e damos de caras com um retrato do Salazar, conservado com o maior cuidado.
- Ai se alguém sabe que há um retrato do Salazer cá em casa... Hoje em dia ele não é muito bem visto - digo eu.
- Ora essa. Ele foi como qualquer pessoa que assuma responsabilidades, que é sempre mal vista.
Eu tenho de estar muito grato por ter tido a oportunidade de crescer com esta riqueza de contraditório.

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